segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vertical Horizontal


Simulando formulas
Ostentando organizações
Manipulando roubos
Operando mentiras
Segregando inventores
Formulando gestos
Organizando articuladores
Roubando sobreviventes
Mesclando simulações
Inventando ostentações
Gesticulando manipuladores
Articulando operações
Sobrevivendo segregado 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cobaias de uma sociedade corrompida



Terra de riquezas, Terra de tristezas
Terra de alegrias, Terra de pobreza
Muito desperdício, povo faminto
Ganância e arrogância, ignorância.

Povo brasileiro, povo guerreiro
De analfabetos e doutores, de jovens e senhores
O próximo não tem vez, apenas o EU é que importa
São apenas restos, moedas de troca.

Vestir um paletó, para roubar
Pedir esmola, sem precisar
Ganhar terras para morar, e as vender
Cobrar mais justiça, aplicando injustiça.

Prometer e não cumprir, pelo meu voto
Corromper e ameaçar, para nos calar
Proibir a liberdade, por causa de amizades
Protegendo amigos, verdadeiros bandidos.

Somos espelhos de um mundo, capitalista
Onde ser honesto, é ser surreal
Onde o amor a matar, constrói guerras
Terra de bandido, sendo promovido.

O povo é condicionado, a não pensar
Ensinado desde pequeno, para não se manifestar
Os selam como cavalos, para o trabalho pesado
E lhe dão um punhado de grãos, para matar a fome.

Todo o escândalo, só serve para cegar
Olhos fechados, até quando meu Deus?
O escravo, não quer ser barão
Os barões em contrapartida fazem banquetes, com a escravidão. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aprendendo com um vencedor



Não é sempre que o melhor está na melhor empresa, na melhor equipe, no melhor emprego ou no melhor carro.
Para ser o melhor, é necessário tirar o máximo do que lhe é oferecido, aproveitando as condições de trabalho, para superar metas profissionais e pessoais.
Ser perseverante é fundamental, não se entregar nas dificuldades também, usar os obstáculos para buscar a superação.
Ayrton foi assim, o nosso querido Senna do Brasil, chegou a um estágio, que não dava para saber o ponto exato, que começava o carro seu equipamento de trabalho, e em que parte o corpo dele terminava.
Senna e o carro tiveram uma cumplicidade, que foi amor à primeira vista, o chamado casamento perfeito.
Os dois se tornaram apenas um, os estímulos cerebrais dele, transpassavam seu corpo ate chegar à parte eletrônica do carro, seu coração batia no mesmo compasso do motor, seus braços tinham a sensibilidade das barras de suspensão do carro, seus pés se uniram de uma forma surpreendente as rodas do carro, que muitas vezes começavam a dançar pelas pistas, passos suaves e passos firmes, sabiam deslizar com leveza e andar firme quando era para se impor.
Senna com seu talento, determinação e perseverança, foi abraçado por um país inteiro, é verdade que seu temperamento difícil, muitas vezes o causou problema.
Sendo uma pessoa perfeccionista, muitas vezes ninguém conseguia compreende-lo. Senna estava um passo a frente dos pilotos da época, ele tinha o algo mais, o diferencial.
Uma cumplicidade, que Senna poderia dirigir de olhos fechados, que seu carro o guiaria a linha de chegada, e seu carro como aconteceu muitas vezes poderia ter problema de cambio, pneu e até acabar a gasolina, mas mesmo assim, não deixava de confiar em seu piloto, sua paixão.
O carro amava-o e Senna o retribuía com amor igual, o carro quando estava com dificuldade, se entregava nas mãos dele, e ele o guiava a vitoria.
Amor que começou na infância, e o acompanhou sem nunca o trair até o dia de sua morte.
Senna morreu feliz, pois trabalhava por prazer, naquilo que o completava, a pista era seu play ground, os outros pilotos eram sua diversão, pois sempre é bom ter com quem brincar.
Um amor tão bonito, que dificilmente acabaria sem uma falha.
Não se pode dizer falha do carro, não se pode dizer falha do Senna.
Falha de uma peça recondicionada, seu coração o avisava, seus sentimentos em uma das poucas vezes de sua carreira, o dominavam pouco antes de se unir, para mais um passeio pelo parque, ele não demonstrava mais a alegria, a felicidade.
Chegou à insegurança, e ela foi transmitida a seu carro, seu carro não tinha o mesmo rendimento, Senna também não.
Eles sentiam o que estava por vir.
Senna deixou um país que sempre teve dificuldades, sem o seu maior ídolo da atualidade.
Mas o sentimento da dor não tomou conta apenas de nos brasileiros, tomou conta do mundo.
Ninguém suspirou quando Senna bateu, olhos aterrorizados não conseguiam acreditar em um acidente tão feio, mesmo quando sua morte foi anunciada, a esperança continuava tomando conta do mundo inteiro a espera de um milagre.
Esse milagre, eu quero crer que aconteceu após a sua morte, pois ele foi o mártir para uma fórmula que se julga e é julgada como a melhor do planeta, perder um pouco de sua arrogância, para procurar soluções para preservar a vida.
Infelizmente não adiantou muitos morrerem antes de Senna, o mito precisava ser forçado a se retirar das pistas, para novos padrões serem adotados, não apenas por interesses políticos, arrecadação de dinheiro, mas pelo fato de tornar um esporte seguro.
Ele conseguiu o respeito dos fãs e dos que não o amavam, ele fez a diferença em um mundo tão competitivo, tomou conta de noticiários de todo o mundo, arrancou lagrimas.
Deu sua vida, fazendo o que amava e o que acreditava.
Todos nós deveríamos aprender um pouco com esse exemplo, não precisamos perder nossas vidas no trabalho, mas podemos amar o lugar que traz o sustento para nossa casa, podemos aprender a gostar da profissão, caprichar sempre em tudo que formos fazer.
Pensar que o mundo é interligado, e assim como a peça que foi recondicionada, soldada de qualquer jeito por um profissional remunerado, casou o acidente que acabou levando a vida dele.
 Nós se não capricharmos, podemos cometer erros, que nossos semelhantes irão pagar muitas vezes com a vida.
Amar tudo que colocarmos a mão gera mais responsabilidade, confiabilidade e concentração, diminuindo as possibilidades de acidentes de trabalho.
Devemos conquistar a confiança de quem está ao nosso lado, assim como Senna conquistou a do carro e o carro a do Senna.
Com a honestidade vem a cumplicidade, tornando mais fácil a superação de obstáculos, pois lá fora é a nossa pista, localizada no meio de um mercado muito competitivo, apenas quem ama o que faz, consegue se tornar um diferencial, conquistando o respeito dos próprios concorrentes.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma é Serra ou Serra é Dilma?

Todo começo de namoro é lindo, é belo
Para conquistar, nenhum esforço é em vão
Juras de amor são sempre pronunciadas
E finalmente recebemos a tão sonhada oportunidade.

Prometem-nos que seremos felizes
Induzem-nos a acreditar no amor eterno
Fazem-nos sonhar, fazem-nos sorrir
Dizem-nos todas as palavras lindas que queremos ouvir.

Serra saía do palanque eleitoral e se olhava no espelho
O rosto de Dilma refletia sua imagem
Dilma se viu em Serra
Serra se viu em Dilma.

Os dois se tornaram uma só opção para nós eleitores
Fizeram exatamente a mesma coisa que o adversário
Eles prometeram o impossível
Um jogo perigoso de sedução.

Dilma fez um casamento de quatro anos com pouco mais da metade dos eleitores
Para o resto dos eleitores, resta se deixar enganar
Resta acreditar que a pobreza deixará de existir em seu mandato
Resta se deixar enganar que toda a população conseguirá alcançar pelo menos a classe C.

Serra não foi diferente ao nos prometer que não veríamos mais desmatamento na Amazônia
Que o salário mínimo passaria para 600 reais sem aumentar mais o rombo da previdência
No meio de muitas manobras para arrecadar votos
Poucas promessas são possíveis de se cumprir sem quebrar as contas da união.

Parabéns Dilma, parabéns Serra
Nessa eleição vocês dois saíram vencedores
Apenas a população saiu derrotada em uma eleição marcada por escândalos
Vocês prometeram, tendo a convicção que não poderiam cumprir.

domingo, 24 de outubro de 2010

Pelé 70



O mundo de 70 anos atrás era muito mais preconceituoso do que o mundo que nós vivemos hoje.
Imagine 70 anos atrás uma potência como os EUA terem um presidente negro, o golfe um esporte tão elitizado dar a oportunidade de um jogador negro ser o melhor do mundo.
Pelé rompeu barreiras e preconceitos.
Qual o nome verdadeiro de um astro mundialmente conhecido?
Edson Arantes do Nascimento, um jovem simples nascido em Três Corações no estado de Minas Gerais tentou entrar em outros times de São Paulo.
Quis o destino que a equipe do Santos superasse o preconceito.
Não olharam para o tom de sua pele, olharam o que o jovem menino tinha a oferecer através de seu talento natural.
Sem ter a oportunidade de entrar em campo, ele viu portas se fecharem.
Ele foi perseverante e não desistiu.
Disputou uma copa do mundo com 17 anos e o resto da história todos no mundo já sabem.
Já tentaram comparar seu futebol com inúmeras lendas futebolísticas, mas temos a certeza que Pelé foi e sempre será a majestade com a bola nos pés.
Pelé seu nome tem história e a história tem Pelé.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Religião, política ou apenas futebol?



O mano de Ricardo Teixeira versus o mano de Lula.
Mano Meneses colocou sua seleção em campo em um jogo com características de apoio nuclear.
Quem se lembra do jogo Brasil e Haiti?
O Itamarati defendia um jogo com o Haiti e ele curiosamente aconteceu.
Mais uma vez o esporte que para muitos brasileiros é sinônimo de religião serviu para acertos políticos.
Sobre a desculpa de não ter nenhuma grande seleção disponível para fazer o amistoso, o Brasil tinha inúmeras seleções sem tradição para jogar.
O mais interessante foi o fato de se jogar contra o Irã, que vem sendo defendido com unhas e dentes pelo nosso governo.
O Brasil que tem inúmeros contratos publicitários para mandar seus jogos em campos europeus deparou-se com uma enorme saia justa.
Nenhum País europeu aceitou receber a seleção iraniana.
Os jovens jogadores de nossa seleção não se importaram com a importância política do jogo e venceram o jogo por 3x0.
Resta saber quem será nosso próximo adversário.
Cuba, Venezuela e Bolívia não causariam surpresa.
Afinal não é segredo para ninguém a proximidade do atual governo com países de regime ditatorial.
Outra sugestão seria a seleção francesa.
O País que esta na briga para conseguir um contrato muito lucrativo para o fornecimento de aviões de combate e transferência de tecnologia para o Brasil, pode presenciar sua seleção na obrigação de aceitar um amistoso que serviria como moeda de troca nesse jogo de interesses que mistura futebol e política.  


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

De coadjuvante a personagem principal



Após injeções de propaganda eleitoral obrigatória em nossos meios de comunicação, a primeira batalha chega ao fim.
Na busca insana atrás de eleitores, podemos declarar apenas um vencedor no meio das cinzas de uma guerra.
Enquanto tucanos e petistas eram destaques em jornais e revistas se degringolando em sucessivos escândalos.
A candidata ecologicamente correta Marina Silva ganhava força.
Essas eleições demonstraram o verdadeiro emaranhado que é a política brasileira.
Leis foram criadas e alteradas em questão de horas, candidatos concorreram a cargos correndo o risco de terem suas candidaturas impugnadas a qualquer momento e alguns correram o risco de ganharem as eleições na urna e posteriormente serem derrotados no tapetão.
Tivemos apenas três candidatos que se dedicaram a levar a faixa presidencial para casa.
Os demais candidatos estiveram interessados em criar apenas tumulto, para ganhar 1 minuto de fama em uma eleição que já era marcada, por polêmicas e escândalos.
Protocolos e hierarquias foram quebrados, para uma excessiva exposição do cabo eleitoral mais ilustre de todos os tempos.
Nosso presidente abandonou o conforto do planalto e após oito anos relembrou como é andar junto com o povo no meio da rua.
O PT mostrou a união de um partido, que tinha como lema a superação de vaidades na busca de um objetivo comum.
Se alguém com a bandeira do PT disputar um jogo de par ou impar, com certeza Lula estará presente na divulgação do evento.
Do outro lado temos a força de um partido desunido, rico em vaidades.
Um partido que consegue eleger dois senadores e um governador em Minas Gerais e é incapaz de arrecadar votos para a presidência.
Brigas de vaidade na busca de um candidato a presidência racharam um partido que demorou muito para conseguir se recuperar.
Enquanto Lula era onipresente em todos os eventos do partido, FHC mostrava que não dava a mínima para o partido que o ajudou a se eleger por duas vezes presidente.
Suas aparições foram raras e pouco estratégicas.
Arruaceiros tentaram radicalizar o planalto caso fossem eleitos, mas foram impedidos pelo povo logo após as urnas serem fechadas.
Marina agora é um diamante bruto de valor calculável.
A matemática explica que Marina + Dilma= Dilma e Marina + Serra= Serra.
Marina é o voto de minerva nessas eleições, ela deixou de ser mera coadjuvante para transformar- se em personagem principal para o segundo turno.
Fazendo um pequeno trocadilho.
PV significa Partido Vitória, resta saber quem conseguirá acolher Marina antes que ela fique em cima do muro.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um professor sem magistério

Viajo na minha mente, buscando respostas plausíveis.

Não as encontro e me deixo enganar.

Procuro pequenas soluções para arrancar a angustia do coração.

Sei que as respostas estão alem da minha compreensão, mas mesmo assim não desisto de encontrá-las.

Não entendo o que vejo e nenhuma pessoa consegue me explicar.

Vidas imersas na vaidade, na luxuria do supérfulo.

Deparo-me com uma situação emocionante, revoltante e para mim humilhante.

Para o meu próximo esses adjetivos seriam substituídos por necessário.

Um simples chinelo e um pacote de macarrão fazem-me ver que meus desejos de consumo se tornam pequenos, eles na verdade são apenas uma luxuria que se deve contestar se realmente é necessária.

Uma pessoa arrancar espinhos com as mãos para justificar a humilhação de mendigar um pacote de macarrão, sem ligar para a dor que facilmente é superada com a lembrança do dia anterior sem um alimento digno para se alimentar.

Andar descalço e de barriga vazia tentando mudar a sorte ao final do dia.

Muitas vezes migalhas e restos para nós, para eles se transformam em grandes banquetes.

Pessoas que quando recebem a promessa de algumas peças de roupa, são pontuais chegando no horário e no dia marcado.

Pontualidade que poucos cumprem com prazer e satisfação, quando se dirigem ao trabalho.

Eles não brigam, não lutam por um aumento, não sabotam empresas, não derrubam chefes.

Eles acordam na madrugada, saindo sem destino na esperança de achar o nosso lixo, que poderá assegurar mais um dia de vitória, na luta pela sobrevivência.

Muitos ficam loucos, deixam de tomar banho, perdem a dignidade, superam a dor e a vergonha.

O sofrimento verdadeiro pode fazer transformações no ser humano, pode nos ensinar a lutar e nos tornar pessoas melhores.

Em contrapartida pode causar um sentimento de inferioridade.

Um animal não merece a discriminação e o descaso que essas pessoas são sujeitadas, imagine um ser humano.

Conheci um catador de papelão que nos mostra, que o pouco tem um grande valor para quem foi esquecido e descartado pela sociedade.

Após uma mudança, caixas de papelão tomarão conta de minha casa nova.

Caixas que foram prometidas a outro catador de papelão, mas que não retornou no dia combinado para buscá-las.

Chego a minha casa após um passeio de bicicleta, e um catador vai passando na rua.

O dia está muito quente, ele resolve parar na frente da minha casa e com muita educação nos pede um copo d’água.

Minha mãe entra em casa para buscar seu copo d’água.

Ele faz um pequeno comentário com o seu carrinho praticamente vazio.

“A rua hoje não está boa”.

Uma senhora que conversava com minha mãe pouco antes de eu chegar, faz um pequeno comentário.

Ela diz: “-verdade, hoje está muito calor para sair na rua”.

O que para ela e para mim seria motivo de reclamação, para ele não é nada que não possa ser superado.

Ele responde: “-eu não me refiro ao sol, estou me referindo que a rua está ruim, porque não tem muito lixo para eu recolher.”

“Isso é o que eu posso fazer, por causa do desemprego, já andei muito hoje, mas não consegui muito lixo para vender”.

Eu me lembro das caixas de papelão que o outro catador não veio buscar, entro em casa e converso com a minha mãe para que as de para esse catador.

Minha mãe concorda e ofereço o papelão para ele.

Sua alegria é tamanha, que supera o semblante de um rosto cansado pelo sofrimento e pelo trabalho exaustivo em um dia de muito sol.

Ele não me perguntou quantas caixas eu tinha para dar, e muito menos o tamanho da caixa.

Eu tenho certeza que se fosse apenas uma caixa, a alegria dele seria a mesma.

Enquanto ele passa o dia revirando lixos por toda a cidade, no meu caso eu só preciso ir a um supermercado e pedir.

Como já aconteceu muitas vezes que precisei de uma caixa, eles vieram com varias que eu poderia escolher ou levar todas de uma vez.

A diferença entre eu e o catador não está no caráter, na bondade.

Está em eu ter uma roupa que não esteja rasgada, ter um perfume para passar.

A sociedade impõe padrões.

Quem se encaixa é paparicado e quem não tem condições é humilhado e descartado.

Minha mãe o informa que assim que a casa estiver em ordem, teremos algumas roupas para doar.

Ele pergunta se tem uma previsão, que com certeza ele passará.

Pois bem no dia e hora marcado ele aparece, mesmo sem saber se terá apenas uma camiseta para receber, se as roupas estão rasgadas, se são bonitas e do seu agrado.

Ao chegar ao nosso portão com um sorriso no rosto, a primeira coisa que ele faz é nos desejar um bom dia.

Suas palavras não ecoam a tristeza de uma vida dura e com muito sofrimento.

Suas palavras transbordam uma alegria contagiante.

Esse homem me ensinou muito mais, que qualquer faculdade no mundo poderia me ensinar.

Enquanto escrevo esse depoimento, minhas duvidas e indignações foram embora.

Pois ele me ensinou que o mínimo de recursos que ele não tem, e que para a maioria da população seria lixo, para ele é de suma importância.

Ele sai todos os dias de madrugada e usa o seu suor para manter a esperança de um dia melhor.

Quando uma pessoa reclama por causa de uma roupa não ser da marca desejada, por causa de um carro velho que já esta na hora de ser substituído, por uma casa que não tem o espaço que o nosso sonho diz que merecemos e por muitas outras coisas, que realmente temos que analisar se são dignas de noites em claro, de brigas e de stress.

Temos que aprender, que podemos viver com o que temos em mãos, olhar do nosso lado e ver que tem pessoas que foram forçadas a sobreviver com o nosso lixo.

Pessoas que muitas vezes são mais educadas, mesmo sem ter estudado.

Parar com o preconceito que toda pessoa humilde é um bandido.

Pois a moda nos dias de hoje é usar paletó e gravata para roubar.

Pensar em ajudar e dar oportunidades para as pessoas que realmente precisam, e não apenas ajudar as pessoas que nos trazem fama e status.

Diminuir a publicidade em torno da nossa suposta bondade, e não ajudar apenas em épocas comemorativas para atrair a atenção da mídia.

Esse rapaz não conversou em gírias, não estava alcoolizado ou drogado.

Ele soube nos tratar com respeito, foi mui educado.

Ele é apenas um exemplo entre muitos que foram esquecidos por todos nós.

Ele demonstra precisar apenas de uma oportunidade.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

21 de setembro, dia da árvore

Folhas majestosas

Lindas alegorias

Uma terapia para a alma

De todos aqueles que a admiram.



Em português seu nome é Árvore

No inglês se chama Tree

Baum em alemão

Arbore em latim.



A raiz dá sustentação

Absorve nutrientes

Conduz a seiva por todo o tronco

Evita que ela fique doente.



Muitas produzem belas flores

Outras produzem frutas belas

Todas são de suma importância

Por favor, não acabem mais com elas!



Nos dão abrigo contra o sol

Do pau-brasil vem nosso nome

Suas flores enfeitam nossas casas

Suas frutas matam nossa fome.



Matéria prima de barcos e pontes

Mais de 600 espécies no País-continente

São a morada de muitos pássaros

E motivo de desprezo para muita gente.



A maioria desmata sem preservar

Muitos preservam e não deixam desmatar

Uma grande clareira o mundo se tornou

Pois a maioria da população não as preservou.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Eu sou um vencedor e você?

O vencedor não é aquele que conquista medalhas.

Mas o que se supera todos os dias.

Ganhar medalhas depende de muitos fatores que podem variar a cada minuto.

Somos vencedores, quando cada fator obstáculo, se transforma em um fator trampolim.

Não é um adorno no peito que nos torna melhores, mas sim nossa capacidade de reagir quando as dificuldades tomam conta de nossas vidas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Natureza

Em uma linda floresta

Aparece um homem mau

Ele corta todas as árvores

Abre clareiras no Pantanal.



Esse mesmo homem

Tudo quer exterminar

Mata macacos e onças

Sai caçando sem parar.



Tudo era lindo, era belo

Enchia os olhos do poeta

Mas a cada bicho morto

A beleza se contesta.



Mudaram o curso dos rios

Sua beleza não é mais imaculada

No meio da mata virgem

Os homens abriram estradas.



Vejo animais lutando pela vida

Eles procuram novas moradas

Pois o pouco que ainda sobrou

Não serve para quase nada.



Não adianta eu declamar

E você apenas se comover

Só iremos dar valor

Quando não pudermos mais resolver.



Eu falo de política

E de bem estar social

Devemos nos unir

E proteger o Pantanal.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Uma lenda movida por loucos

Um bando de loucos, fanáticos, apaixonados e sofredores.

Torcer pelo Corinthians é inexplicável.

Ninguém é corinthiano porque quer ser campeão.

Ninguém é corinthiano para presenciar um futebol de se encher os olhos.

Para ser corinthiano e principalmente para se usar essa camisa lendária, a única cobrança que nós torcedores fazemos é ter raça.

Podemos perder jogos, podemos perder títulos.

Mas a esperança, nós jamais perdemos.

Muitos deixam de se alimentar, de comprar uma roupa, preferem usar o dinheiro para ver uma partida do Timão.

Viajam para qualquer lugar e não importa se irão de avião, carro, ônibus, jegue ou bicicleta.

Passa de amor, é uma obsessão, um grande vício torcer pelo Timão.

Caímos para a segunda divisão, para provar a união de um povo.

Os outros times caem para a segunda divisão ou perdem dois ou três jogos e as pessoas que se autodenominam torcedores vão embora e só voltam aos estádios quando o time embala.

Nós lotamos estádios em dia de chuva, em dia de sol, de noite e de dia.

Não importa o resultado final, nós não iremos parar de cantar, parar de lutar, parar de vibrar.

Muitos times são campeões e sua torcida em comemoração sai quebrando tudo pela frente.

Nosso time quando esta ganhando é uma festa.

Se tomarmos um gol nossa festa triplica, não precisamos de microfones, não precisamos de nada mais que nossa voz.

Em pequeno número conseguimos calar torcidas gigantes, e em grande número temos a força de arrepiar o corinthiano mais fanático e acostumado ao nosso espetáculo.

Somos alvo de constantes piadas, vencendo ou perdendo nosso nome sempre é lembrado.

Acontece uma goleada na rodada e mesmo que nós ganharmos por um gol, mesmo assim sairemos na primeira página no dia de amanhã.

Corinthians é o time da massa, é o time do doutor e do agricultor.

Do idoso apaixonado e do jovem torcedor.

Não importa quantos anos possamos estar na fila de títulos, nós jamais perderemos o nosso amor.

Não parar jamais, continuar lutando, raça e dedicação, isso define ser corinthiano.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Geração cirrose

Já presenciamos a revolução do rock and roll, o mundo se modificou com a nova tendência musical e de vestuário, criando a geração rock.

Depois presenciamos a geração hippie, que pregava a paz e o amor.

Muito amor com o próximo, sexo ao ar livre e poligamia regada a drogas, tiveram sua liberdade musical nos grandes festivais.

Presenciamos a geração que se opunha a ditadura, foram perseguidos e forçados a se calar.

Todas essas gerações, de alguma maneira deixaram algo positivo através de tendências na moda, musical, política e a ideologia de amor entre todos os povos.

Hoje em dia presenciamos a geração cirrose, que não deixa nada de positivo, apenas perda e dor em lares pelo mundo inteiro.

Nossos jovens cada vez mais andam embriagados, tornando seus carros, em verdadeiras armas de guerra.

A frase “eu só bebo socialmente” tem que ser revista, pois cada vez mais a rotina se torna social, tudo que eles precisam, para justificar seu alto grau de alcoolismo.

As garrafas de bebida alcoólica deveriam ser obrigadas, a conter fotos de pessoas que sofreram acidentes por causa de bebidas, e de pessoas que estão com o fígado destruído, contando os dias, para que a morte alivie o seu sofrimento.

Ao contrario do cigarro que pode matar em décadas, a bebida pode e mata minutos após ser consumida.

Milhares de acidentes ocorrem no mundo inteiro, por jovens que só adquirem alto confiança e o respeito em suas tribos através de um copo cheio.

A lei seca já foi criada, obrigando bares a fecharem suas portas mais cedo.

Essa lei ajuda, mas não resolve.

Precisamos de um trabalho intenso, começando pelos pais e se estendendo por toda a sociedade.

Mostrar que ao contrario do que muitos pensam, a bebida não os tornam invencíveis, mas sim vulneráveis.

Trazendo a dor, ao lar das vítimas do álcool.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Democracia Republicana

Enquanto as eleições não chegam

Toda a verdade fica proibida de ser dita

A censura está presente

Muitos não estão contentes.



Após as eleições

Tudo volta ao normal

Mas não reclame demais

Senão lhe mandam para o hospital.



Temos que ficar quietos

Sem fazer qualquer manifestação

Pois se a ordem vier de cima

Poderemos perder nossos irmãos.



Tudo no papel é tão perfeito

E eu deveria estar feliz

Pois esse belo conjunto de letras

Representa o País que eu sempre quis.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Direitos humanos? Só para criminosos!

Para religiosos em todo o mundo e para os políticos brasileiros, a pena de morte, é uma sentença que jamais deve ser aplicada, em pessoas que a Constituição afirma que são criminosos.

A justificativa, é que antes de serem criminosos, são seres humanos.

Para um brasileiro ser sentenciado à pena de morte, é necessário possuir algum bem material, com um pouco de valor.

Em assaltos, seqüestros relâmpagos e brigas de transito.

Pessoas são sentenciadas a perderem suas vidas, simplesmente pela inveja, de seres repugnantes que muitos insistem em afirmar, que são racionais, são humanos e não podem ser exterminados, como uma praga que acaba com uma plantação.

Os direitos humanos, não foram criados por bandidos, mas apenas criminosos usufruem desse direito.

Pessoas que são verdadeiramente racionais, humanas, amorosas e que pregam a paz, são brutalmente exterminadas, por motivos pífios.

Quando um policial retorna para a sua casa, é necessário esconder a farda, para tentar prolongar a sua vida e a de seus familiares, por mais um dia.

Como definir pena de morte?

E porque nosso País insiste em fazer vista grossa, quando a pena de morte é aplicada em uma pessoa correta, que acorda todos os dias às cinco da manhã, para ir trabalhar.

Porque os direitos humanos, não defendem todas as pessoas corretas, da mesma maneira que defendem os bandidos?

Brasileiro, olhe para o seu passado, veja a história do nosso País.

No ano 2000, a mídia fez uma propaganda positiva, de quinhentos anos de descobrimento.

Mas se esqueceu que há quinhentos anos, vieram os colonizadores, que exterminaram milhares de índios e ainda roubaram tudo que eles tinham.

Todos os dias os índios eram exterminados, sobre a justificativa de que eles eram selvagens.

Hoje em dia milhares de pessoas são assassinadas a cada ano.

Em pouco mais de quinhentos anos o Brasil continua estagnado.

Os criminosos só trocaram as caravelas pelos carros.

Ao invés de matar índios pelados, matam índios vestidos.

Nós já não podemos mais usar arcos e flechas, pois o governo colocou em vigor uma lei, que se preocupa em desarmar a população, mas que não da à mínima para desarmar os bandidos.

Eles continuam impunes e nós continuamos sem reagir.





Douglas Barbosa

terça-feira, 27 de julho de 2010

O safári dos empresários no planeta chamado esporte

Não é de hoje que me pedem, para que eu transporte a experiência das quadras para o papel.

Eu não posso fugir do meu senso critico, pois estaria indo contra meus princípios.

Mas não posso acabar com o que foi a minha fonte de sustento e de aprendizado por anos.

O esporte tem muitos mitos, tabus e verdades.

O mito que o esporte é saúde.

Para as pessoas sedentárias ele trará a saúde, trará uma vida mais saudável, desde que acompanhado por profissionais e que o limite de cada atleta seja respeitado.

O esporte de competição passa longe da saúde, pois jogadores são induzidos a entrar em quadra, muitas vezes sem condições físicas, ou em ginásios, campos e pistas com estruturas precárias para a prática em alto nível.

Muitos vivem da gloria como jogador, transformando- se em técnicos completamente despreparados e muito arrogantes, o seu ego impede que se modernizem.

Os que caminham na direção oposta e estudam para se modernizar, acabam colhendo o fruto de seu aprendizado, que é o reconhecimento do trabalho através dos resultados e das conquistas.

Muitos têm que aprender que para ser grande, não basta viver do passado, mas sim buscar no presente, um futuro glorioso.

Dessa maneira, passado e presente serão unidos, para motivar cada vez mais novos aprendizados, gerando sua constante manutenção entre os melhores.

A verdade é que o esporte amador e o esporte profissional (de alto desempenho) ajudam no desenvolvimento social de meninos e meninas, gerando um alto nível de formação para o desenvolvimento de homens e mulheres.

No esporte existem muitos preconceitos.

Pois até hoje, as pessoas dividem o esporte, como exclusivo para homens ou para mulheres.

Os que não são a favor da divisão, sofrem preconceitos no meio esportivo, através de outras modalidades e principalmente, o preconceito exercido pela sociedade.

Discriminação pelo tom da pele.

Os países que se dizem evoluídos, continuam permitindo a discriminação em quadras e estádios.

Existe a discriminação por classe social, em todo o mundo, existe a divisão de esportes para ricos e para pobres.

Um pobre vencendo no esporte de rico precisa de muita ajuda, e para ter a oportunidade é necessário fazer mais que uma criança rica faria.

O esporte de pobre por sua vez, quando tem uma criança rica praticando, e essa criança consegue ir para grandes clubes, a primeira suspeita é a de que os pais são pessoas influentes e compraram o lugar dessa criança.

É lamentável que isso até hoje ocorra em todo o mundo, existe todo tipo de segregação e discriminação no esporte.

O lado humano no esporte competitivo muitas vezes é esquecido, pois ele está sujo por pessoas que nunca tocaram em uma bola, mas se vêem no direito de pensar apenas em lucro, acabando muitas vezes precocemente, com a carreira de muitos atletas.

No caso do Brasil, leis e regras são ditadas por fanáticos da seita futebol.

Dentro do futebol, crimes podem ocorrer e a maioria será absolvida, ou terão suas penas abreviadas com o pagamento de sexta básica.

O esporte serviu para unir a humanidade, que sempre andou em conflito.

Mesmo quando a guerra e o ódio venceram a solidariedade e a amizade.

Mesmo quando olimpíadas e copas do mundo foram boicotadas.

O esporte, sempre se manteve de pé.

E sempre foi o elo, para a união de todos os povos.

Muitos povos hostis que estão em guerra, esquecem suas diferenças, quando entram, em campos e quadras. Por um breve período, reina a paz tão sonhada.

A maioria das pessoas, não entendeu que o esporte, não é se dopar, extrair todas as forças dos atletas e os obrigarem a treinar lesionados.

Interesses políticos e econômicos acabaram com a imagem, que demorou tanto tempo, para ser construída e respeitada.

O esporte pode ter a capacidade de acolher, qualquer um do planeta.

Ele sempre foi tão zeloso com os seus praticantes, e em troca muitos o retribuíram manipulando resultados através da arbitragem, por apostas e por interesses de clubes.

Estão destruindo a maior obra de entretenimento, que o ser humano já conseguiu criar.

O esporte foi a minha vida, marquei meu nome no livro dos campeões e ele marcou o nome dele no meu coração.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Portal do tempo

Escravizar o que não serve, a escória escravizou, tomam o poder a cada dia no mundo.

Todos que chegam ao poder, são encobertos pela maldição, os que se salvam, são amaldiçoados e torturados, física ou psicologicamente.

É difícil dizer que as coisas estão piorando ou se pela globalização nós estamos tendo mais informações sobre os fatos.

Ditadura, tortura, guerras militares, civis e religiosas.

Fome, ganância, corrupção, violência e doenças.

Nada é novidade.

Nosso presente é a atualização do passado.

Nosso passado foi o espelho do nosso futuro.

Nosso futuro é revelado no presente.

Tirem suas vendas

Punk, rock, pop, country, heavy metal, gospel, sertanejo, pagode, samba, funk e soul.

São subgrupos pertencentes ao grupo da música, nenhum estilo é melhor, todos são importantes.

Negro, branco e amarelo.

Oriental e ocidental, rico e pobre, feio e bonito.

Católico, muçulmano, evangélico, crente, budista e espírita.

Não é o cabelo, o sexo, a classe social, o tom da pele e a religião que nos tornam espécies diferentes.

Eu e você, pertencemos ao grupo dos seres humanos.

Apenas o caráter pode nos diversificar na mesma espécie.

Pense nisso.

Uma chance para as tartarugas

É interessante que o álcool, em menos de um ano era uma febre no Brasil e o governo incentivava o carro bi combustível.


Gastou milhões para vender a imagem do álcool, depois gastou milhões para associar o nome álcool que já estava presente na cabeça dos brasileiros, ao nome etanol, pois assim facilitaria sua exportação.


Mas as mesmas pessoas, que vendiam a idéia do etanol, alegando que o mundo precisava se modernizar com uma tecnologia menos poluente que o petróleo, já que o mesmo estaria com os dias contados para se esgotar.


Mudaram radicalmente suas opiniões, após a descoberta do pré- sal.


E mais dinheiro, foi desperdiçado em um curto prazo de tempo.


Estamos entre os maiores produtores de petróleo do mundo, pena que muitos anos em defasagem.


O mundo está se modernizando e buscando energia limpa.


A tendência nas grandes potências são os carros elétricos.


Enquanto o Brasil cria mais hidrelétricas para gerar energia, sem se preocupar em impactos ambientais, alegando que é necessário, para que o país continue crescendo.


Os países que pensam no futuro, cada vez mais incentivam a implantação de painéis solares nas residências.


Nosso País como sempre pensa em remediar e nunca em inovar.


Sempre estamos correndo atrás das grandes potências, e ainda tem pessoas afirmando que o Brasil, logo deixará de ser de terceiro mundo e passará a ser um país de primeiro mundo.


Quem sabe quando o sol for extinto, nossas hidrelétricas serão invenções geniais e nós poderemos dar aulas para as antigas potências, que investiram tanto no sol e em novas tecnologias e acabaram se esquecendo, de como se faz para produzir energias arcaicas, nossa especialidade.


E quando o mundo se esquecer facilmente da energia limpa, com a rapidez que o Brasil se esqueceu do etanol, nos tornaremos uma potência invejada por todos, pois nossos barris de petróleo, que hoje já são tecnologias ultrapassadas voltarão a ter finalidade.


Nosso pré- sal será objeto de cobiça, pois o mundo que antes se modernizou e se aperfeiçoou, recorrerá ao passado e o nosso petróleo antes obsoleto, nos trará a supremacia em produção de energia, e nós ditaremos as regras do mundo.


Viu como somos espertos?

Quase "canibais"

Raios de sol iluminam nossas vidas, uma luta constante para afastar a escuridão.


Pessoas nesse mundo que são iluminadas, acabam sendo perseguidas, por pessoas que vivem na escuridão. Ser alegre, bondoso, caridoso, tolerante, gera inveja e intolerância.


Em nosso mundo, ser uma pessoa correta traz mais problemas, do que praticar a violência.


Existem pessoas no trabalho, que gostariam de estar no nosso lugar, ficam revoltadas quando somos promovidos, quando adquirimos um bem material, quando encontramos a pessoa que nos completa.


A nossa felicidade, pode trazer revolta mesmo que inconsciente, em uma pessoa que faz juras de amizade eterna.


A natureza é tão sabia, que colocou em nosso planeta, tudo que é necessário, para o nosso desenvolvimento, sobrevivência e para a nossa destruição.


Em nossas vidas, pessoas aparecem e partem, na mesma velocidade que trocamos de roupa, umas ficam marcadas para sempre em nossos corações.


Mas também tem pessoas, que não fazemos questão de recordar, nos acrescentam sofrimento, e nos trazem muitos problemas.


Devemos ser seletivos em nossas amizades, existe um movimento mundial, para a banalização da frase “eu te amo” e da frase “meu amigo”.


Será que somos verdadeiros conosco, quando pronunciamos a frase “eu te amo”?


E nossos amigos, são verdadeiramente amigos?


A humanidade, em toda a sua existência passou por conflitos entre a mesma espécie.


Não aceitamos o simples fato, de uma mesma espécie possuir tantas variações.


Isso incomoda governos, grupos, povos e seitas.


O mais incrível é que muitos líderes religiosos, pregam a união dos povos, mas criticam a religião do próximo, suas ideologias e suas crenças.


Pregam uma união em sua religião, que os povos do mundo vejam que a sua ideologia é a verdadeira.


Isso é união?


Nós combatemos a nossa espécie, pois não temos um grande predador para nos devorar.


Quando o filho de alguém é assassinado, esta sendo aplicado, o controle populacional que a natureza não quis aplicar, quando nos deixou um planeta para cuidar.


Nós dizemos quem de nossa espécie deve morrer e quem é merecedor de sua própria vida.


Intolerância é a palavra da vez, apontamos o erro dos outros, sem ver que cometemos um erro muito pior.


Se o meu carro faz barulho, e não tento reduzir o seu ruído, porque eu me incomodo, com o carro do vizinho que tira o meu sono?


Mas quero proibir o meu vizinho, de ter um carro.


Quero proibir a proliferação nuclear?


Duas cidades destruídas, vidas jogadas no lixo e os “brinquedinhos” continuam guardados.


Que moral eu tenho para combater o meu vizinho, se o meu quintal me condena?


Uns são classificados como terroristas, outros são classificados de aliados na guerra contra o terror.


Será que os papéis estão corretos? Nossos aliados praticam terrorismo com um nome mais sofisticado e menos cruel.


Todos estão errados, exterminar não trará união.


A velha humanidade, ainda não aprendeu que impérios não são invencíveis e o poder é uma maldição que é passada como um bastão.


Ele cega, corrompe e mata!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Na terra da Utopia, uma amizade vale ouro

Nossa constituição é uma utopia escrita por poetas, que em viagens através do inconsciente, viram imagens lindas.




Ao começarem a escrever, não bastavam apenas palavras simples e que fossem fáceis de serem colocados em pratica, eles precisaram filosofar, criando assim lindos parágrafos, que o mais alto escalão insiste em ignorar.


Os parágrafos poéticos, não refletem a realidade dura e muitas vezes desumana, que algumas pessoas, consideradas apenas números para estatística são submetidas.


Um país sem leis gera anarquia, mas um país com leis tão lindas no papel, mas que grande parte da população, não consegue se beneficiar acaba gerando indignação e revolta.


Observe a disparidade no aumento salarial para aposentados e para políticos.


Um trabalhador sem faculdade, ganha um salário mínimo e com muita sorte dois.


Mas muita gente sem faculdade e sem estudo consegue grandes cargos no país.


Quando sobem ao poder, esquecem do passado, e de quem lhe deu a oportunidade.


Quem antes não era visto com bons olhos e era super criticado nas campanhas, propõe sigilo, benefícios e alianças, criando grandes amizades políticas.


No contrato de amizade, na clausula destinada ao tempo de vigência do contrato, ao invés de datas precisas, se coloca um parágrafo dizendo:


“- Que está união política, seja eterna, enquanto dure a falta de metamorfose de novos ideais, por parte da população e quando os olhos da população perderem suas vendas e você amigo, for envolvido em escândalos, eu me desligarei de sua amizade, negando nosso vinculo momentaneamente.”


Assim evitarei minha cassação, garantindo o nosso futuro.


Não se preocupe com a população, em alguns meses, eles novamente serão vendados e eu conseguirei um novo cargo para você.


Foi muito fácil te negar para me safar, mas nossa amizade o tempo jamais conseguira apagar.

O que foi que eu te fiz?

O que foi que eu te fiz?




Maltrata-me a cada dia


Não cuida da herança que eu lhe deixei


Não aprende com o legado do passado.






Corta minhas árvores , como se fossem simples ervas daninhas


Polui minhas águas, como uma doença que corre nas veias


Sufoca meus pulmões, com tamanha poluição


É! Com tudo isso, porque reclama da minha retaliação?






Eu Terra, sou sua mãe, pense dessa maneira, consegue visualizar?


Antes que me responda, eu adianto a sua resposta:


-Lógico que não me vê dessa maneira


Senão, como explicaria, tamanha negligência?






Minha pele, é o chão que você cava


Abrindo buracos, jogando lixo, bombas e corpos de irmãos


Corpos que são descartados, em cada conflito, que nunca tem o verdadeiro sentido que foi explicado


Pois a verdadeira razão, nunca é a aparente.






Meus cabelos eram longos e bem cuidados


Lindos, assim como a mata virgem, antes de ser desbravada


Antes do êxodo de madeira, queimaram minhas árvores


Desperdiçaram minha madeira com coisas fúteis.






Hoje se eu fosse um ser humano, estaria careca


Da mesma maneira que pessoas, submetidas a quimioterapia


A população é um Câncer, que se alastra pelo planeta


Se prolifera, de maneira arrasadora, contaminando tudo a sua volta.






Minhas veias são rios


Minhas artérias são o mar


Meu sangue?


Meu sangue, é a água de todo o planeta, que corre pelo leito dos rios e mares.






Assim como uma mãe, que alimenta o filho


Que segura em seus braços,


Que protege do frio e do calor


Eu também tenho os mesmos cuidados com vocês.






Eu dou o alimento, sem cobrar nada


Alimento que pode curar , suas doenças, meus filhos


Dou a possibilidade, de sentirem-se no aconchego, na segurança de uma mãe


Pois dou toda a possibilidade de terem, um lar quente, para abrigar-los do frio, com alimento para não sentirem fome.






Lembra da minha pergunta?


Provavelmente não, pois você não liga para mim, por isso me maltrata


Tudo bem, eu pergunto de novo:


-O que foi que eu lhe fiz?

O ano mágico

Vamos para as ruas, mais um ciclo está sendo encerrado.


Está chegando a hora de escolhermos pessoas para guiarem nosso país.


Pessoas que poderão arruinar ou melhorar a vida de nossa população.


Em um país protecionista ao grande e opressor do pequeno, reina o individualismo da população.


A elite exige privilégios e regalias, empresas grandes ganham redução de impostos, terrenos para ampliação de suas dependências, os chamados incentivos fiscais.


O mais interessante, é o fato dessas empresas, poderem pagar por cada pedido, mas mesmo assim são contempladas, pois a maioria das exigências acaba sendo atendida.


A população carente implora, pela dignidade de ter um trabalho que lhe traga seu próprio sustento, evitando a humilhação de ter que pedir esmola para sobreviver.


Uma população que paga uma das maiores cargas tributaria do mundo, mas que na hora de analisar o custo benefício, gera mortes por negligência, desemprego, violência e impunidade.


Nosso sistema de saúde é tão bom, que já tivemos inúmeros casos de governantes que precisaram ser internados em hospitais particulares, para serem submetidos a procedimentos cirúrgicos, pois a vida deles é de suma importância e não deve ser arriscada em hospitais super lotados, com falta de aparelhos e muitas vezes com profissionais que falta capacitação e responsabilidade com a vida alheia.


A vida do povo simples pode ser arriscada, pois a maioria da população tem a única finalidade de pagar impostos, e temos muitas cartas para descartar com o descaso da saúde publica.


Chegamos ao cumulo do absurdo, de pessoas que estão com um simples resfriado, passarem o dia em contato com pacientes com doenças graves, que são transmissíveis pelo ar, todos aglomerados iguais gado esperando para serem abatidos.


Sem uma simples triagem, pessoas quando conseguem retornar a seus lares, podem voltar piores de que quando chegaram, sem contar que muitas são diagnosticadas erroneamente, gerando cirurgias de retirada de apêndice, medicação para cardíacos, quando um simples antibiótico para gripe resolveria o problema.


Parece piada, mas pessoas mantêm relações sexuais em banheiros de escolas publicas, muitos colégios se tornaram apologia ao sexo, pois ou você pratica ou será discriminado, recebendo a conotação de “careta”.


Professores são cada vez mais maltratados, por pessoas que nosso manuscrito escrito em pergaminho e denominado de Estatuto da Criança e do Adolescente, insiste em classificar homens e mulheres formados, aptos para cometerem crimes, terem filhos e largarem em um lixão, em simples crianças.


Nossa esperança se renova a cada ano eleitoral, pois tudo que é inviável, esquecido, ignorado em dois, três e quatro anos de mandato, é concluído no ano mágico que recebe o belo nome de:


“Ano eleitoral”.


A matemática, na minha época de colégio era descrita como uma ciência exata.


Com tudo que estamos presenciando, eu tenho minhas duvidas quanto à veracidade dessa teoria.


Para uma matéria que é repleta de fórmulas precisas, não conseguir explicar, o porquê de políticos não concluírem promessas eleitorais, em um prazo de 730, 1095 dias, mas no “ano mágico” que a ciência diz ter apenas 365 dias, milagres são presenciados.


Escolas são entregues, aposentados ganham aumento, criminosos de alta periculosidade são finalmente presos e leis, por incrível que pareça , são criadas para beneficiar nós simples mortais, que recebemos o nome de população.


Minha humilde sugestão é pararmos de reclamar do “ano mágico”, porque de todos os anos que a maioria dos políticos tem para nos ajudar, apenas esse realmente torna-se funcional para beneficiar a população.


E vamos criar mandatos, de apenas um ano de duração, pois assim todos os políticos temerão a perda de suas regalias, e agirão em prol da população, pois todo ano seria uma nova eleição.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Somos Formigas

As formigas, trabalham para sustentar a rainha.
Em troca ela produz novas formigas, que irão defender e buscar mais comida para o formigueiro.
Nós trabalhamos para sustentar os políticos.
Em troca, eles produzem mais políticos.