domingo, 24 de outubro de 2010

Pelé 70



O mundo de 70 anos atrás era muito mais preconceituoso do que o mundo que nós vivemos hoje.
Imagine 70 anos atrás uma potência como os EUA terem um presidente negro, o golfe um esporte tão elitizado dar a oportunidade de um jogador negro ser o melhor do mundo.
Pelé rompeu barreiras e preconceitos.
Qual o nome verdadeiro de um astro mundialmente conhecido?
Edson Arantes do Nascimento, um jovem simples nascido em Três Corações no estado de Minas Gerais tentou entrar em outros times de São Paulo.
Quis o destino que a equipe do Santos superasse o preconceito.
Não olharam para o tom de sua pele, olharam o que o jovem menino tinha a oferecer através de seu talento natural.
Sem ter a oportunidade de entrar em campo, ele viu portas se fecharem.
Ele foi perseverante e não desistiu.
Disputou uma copa do mundo com 17 anos e o resto da história todos no mundo já sabem.
Já tentaram comparar seu futebol com inúmeras lendas futebolísticas, mas temos a certeza que Pelé foi e sempre será a majestade com a bola nos pés.
Pelé seu nome tem história e a história tem Pelé.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Religião, política ou apenas futebol?



O mano de Ricardo Teixeira versus o mano de Lula.
Mano Meneses colocou sua seleção em campo em um jogo com características de apoio nuclear.
Quem se lembra do jogo Brasil e Haiti?
O Itamarati defendia um jogo com o Haiti e ele curiosamente aconteceu.
Mais uma vez o esporte que para muitos brasileiros é sinônimo de religião serviu para acertos políticos.
Sobre a desculpa de não ter nenhuma grande seleção disponível para fazer o amistoso, o Brasil tinha inúmeras seleções sem tradição para jogar.
O mais interessante foi o fato de se jogar contra o Irã, que vem sendo defendido com unhas e dentes pelo nosso governo.
O Brasil que tem inúmeros contratos publicitários para mandar seus jogos em campos europeus deparou-se com uma enorme saia justa.
Nenhum País europeu aceitou receber a seleção iraniana.
Os jovens jogadores de nossa seleção não se importaram com a importância política do jogo e venceram o jogo por 3x0.
Resta saber quem será nosso próximo adversário.
Cuba, Venezuela e Bolívia não causariam surpresa.
Afinal não é segredo para ninguém a proximidade do atual governo com países de regime ditatorial.
Outra sugestão seria a seleção francesa.
O País que esta na briga para conseguir um contrato muito lucrativo para o fornecimento de aviões de combate e transferência de tecnologia para o Brasil, pode presenciar sua seleção na obrigação de aceitar um amistoso que serviria como moeda de troca nesse jogo de interesses que mistura futebol e política.  


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

De coadjuvante a personagem principal



Após injeções de propaganda eleitoral obrigatória em nossos meios de comunicação, a primeira batalha chega ao fim.
Na busca insana atrás de eleitores, podemos declarar apenas um vencedor no meio das cinzas de uma guerra.
Enquanto tucanos e petistas eram destaques em jornais e revistas se degringolando em sucessivos escândalos.
A candidata ecologicamente correta Marina Silva ganhava força.
Essas eleições demonstraram o verdadeiro emaranhado que é a política brasileira.
Leis foram criadas e alteradas em questão de horas, candidatos concorreram a cargos correndo o risco de terem suas candidaturas impugnadas a qualquer momento e alguns correram o risco de ganharem as eleições na urna e posteriormente serem derrotados no tapetão.
Tivemos apenas três candidatos que se dedicaram a levar a faixa presidencial para casa.
Os demais candidatos estiveram interessados em criar apenas tumulto, para ganhar 1 minuto de fama em uma eleição que já era marcada, por polêmicas e escândalos.
Protocolos e hierarquias foram quebrados, para uma excessiva exposição do cabo eleitoral mais ilustre de todos os tempos.
Nosso presidente abandonou o conforto do planalto e após oito anos relembrou como é andar junto com o povo no meio da rua.
O PT mostrou a união de um partido, que tinha como lema a superação de vaidades na busca de um objetivo comum.
Se alguém com a bandeira do PT disputar um jogo de par ou impar, com certeza Lula estará presente na divulgação do evento.
Do outro lado temos a força de um partido desunido, rico em vaidades.
Um partido que consegue eleger dois senadores e um governador em Minas Gerais e é incapaz de arrecadar votos para a presidência.
Brigas de vaidade na busca de um candidato a presidência racharam um partido que demorou muito para conseguir se recuperar.
Enquanto Lula era onipresente em todos os eventos do partido, FHC mostrava que não dava a mínima para o partido que o ajudou a se eleger por duas vezes presidente.
Suas aparições foram raras e pouco estratégicas.
Arruaceiros tentaram radicalizar o planalto caso fossem eleitos, mas foram impedidos pelo povo logo após as urnas serem fechadas.
Marina agora é um diamante bruto de valor calculável.
A matemática explica que Marina + Dilma= Dilma e Marina + Serra= Serra.
Marina é o voto de minerva nessas eleições, ela deixou de ser mera coadjuvante para transformar- se em personagem principal para o segundo turno.
Fazendo um pequeno trocadilho.
PV significa Partido Vitória, resta saber quem conseguirá acolher Marina antes que ela fique em cima do muro.