segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vertical Horizontal


Simulando formulas
Ostentando organizações
Manipulando roubos
Operando mentiras
Segregando inventores
Formulando gestos
Organizando articuladores
Roubando sobreviventes
Mesclando simulações
Inventando ostentações
Gesticulando manipuladores
Articulando operações
Sobrevivendo segregado 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cobaias de uma sociedade corrompida



Terra de riquezas, Terra de tristezas
Terra de alegrias, Terra de pobreza
Muito desperdício, povo faminto
Ganância e arrogância, ignorância.

Povo brasileiro, povo guerreiro
De analfabetos e doutores, de jovens e senhores
O próximo não tem vez, apenas o EU é que importa
São apenas restos, moedas de troca.

Vestir um paletó, para roubar
Pedir esmola, sem precisar
Ganhar terras para morar, e as vender
Cobrar mais justiça, aplicando injustiça.

Prometer e não cumprir, pelo meu voto
Corromper e ameaçar, para nos calar
Proibir a liberdade, por causa de amizades
Protegendo amigos, verdadeiros bandidos.

Somos espelhos de um mundo, capitalista
Onde ser honesto, é ser surreal
Onde o amor a matar, constrói guerras
Terra de bandido, sendo promovido.

O povo é condicionado, a não pensar
Ensinado desde pequeno, para não se manifestar
Os selam como cavalos, para o trabalho pesado
E lhe dão um punhado de grãos, para matar a fome.

Todo o escândalo, só serve para cegar
Olhos fechados, até quando meu Deus?
O escravo, não quer ser barão
Os barões em contrapartida fazem banquetes, com a escravidão. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aprendendo com um vencedor



Não é sempre que o melhor está na melhor empresa, na melhor equipe, no melhor emprego ou no melhor carro.
Para ser o melhor, é necessário tirar o máximo do que lhe é oferecido, aproveitando as condições de trabalho, para superar metas profissionais e pessoais.
Ser perseverante é fundamental, não se entregar nas dificuldades também, usar os obstáculos para buscar a superação.
Ayrton foi assim, o nosso querido Senna do Brasil, chegou a um estágio, que não dava para saber o ponto exato, que começava o carro seu equipamento de trabalho, e em que parte o corpo dele terminava.
Senna e o carro tiveram uma cumplicidade, que foi amor à primeira vista, o chamado casamento perfeito.
Os dois se tornaram apenas um, os estímulos cerebrais dele, transpassavam seu corpo ate chegar à parte eletrônica do carro, seu coração batia no mesmo compasso do motor, seus braços tinham a sensibilidade das barras de suspensão do carro, seus pés se uniram de uma forma surpreendente as rodas do carro, que muitas vezes começavam a dançar pelas pistas, passos suaves e passos firmes, sabiam deslizar com leveza e andar firme quando era para se impor.
Senna com seu talento, determinação e perseverança, foi abraçado por um país inteiro, é verdade que seu temperamento difícil, muitas vezes o causou problema.
Sendo uma pessoa perfeccionista, muitas vezes ninguém conseguia compreende-lo. Senna estava um passo a frente dos pilotos da época, ele tinha o algo mais, o diferencial.
Uma cumplicidade, que Senna poderia dirigir de olhos fechados, que seu carro o guiaria a linha de chegada, e seu carro como aconteceu muitas vezes poderia ter problema de cambio, pneu e até acabar a gasolina, mas mesmo assim, não deixava de confiar em seu piloto, sua paixão.
O carro amava-o e Senna o retribuía com amor igual, o carro quando estava com dificuldade, se entregava nas mãos dele, e ele o guiava a vitoria.
Amor que começou na infância, e o acompanhou sem nunca o trair até o dia de sua morte.
Senna morreu feliz, pois trabalhava por prazer, naquilo que o completava, a pista era seu play ground, os outros pilotos eram sua diversão, pois sempre é bom ter com quem brincar.
Um amor tão bonito, que dificilmente acabaria sem uma falha.
Não se pode dizer falha do carro, não se pode dizer falha do Senna.
Falha de uma peça recondicionada, seu coração o avisava, seus sentimentos em uma das poucas vezes de sua carreira, o dominavam pouco antes de se unir, para mais um passeio pelo parque, ele não demonstrava mais a alegria, a felicidade.
Chegou à insegurança, e ela foi transmitida a seu carro, seu carro não tinha o mesmo rendimento, Senna também não.
Eles sentiam o que estava por vir.
Senna deixou um país que sempre teve dificuldades, sem o seu maior ídolo da atualidade.
Mas o sentimento da dor não tomou conta apenas de nos brasileiros, tomou conta do mundo.
Ninguém suspirou quando Senna bateu, olhos aterrorizados não conseguiam acreditar em um acidente tão feio, mesmo quando sua morte foi anunciada, a esperança continuava tomando conta do mundo inteiro a espera de um milagre.
Esse milagre, eu quero crer que aconteceu após a sua morte, pois ele foi o mártir para uma fórmula que se julga e é julgada como a melhor do planeta, perder um pouco de sua arrogância, para procurar soluções para preservar a vida.
Infelizmente não adiantou muitos morrerem antes de Senna, o mito precisava ser forçado a se retirar das pistas, para novos padrões serem adotados, não apenas por interesses políticos, arrecadação de dinheiro, mas pelo fato de tornar um esporte seguro.
Ele conseguiu o respeito dos fãs e dos que não o amavam, ele fez a diferença em um mundo tão competitivo, tomou conta de noticiários de todo o mundo, arrancou lagrimas.
Deu sua vida, fazendo o que amava e o que acreditava.
Todos nós deveríamos aprender um pouco com esse exemplo, não precisamos perder nossas vidas no trabalho, mas podemos amar o lugar que traz o sustento para nossa casa, podemos aprender a gostar da profissão, caprichar sempre em tudo que formos fazer.
Pensar que o mundo é interligado, e assim como a peça que foi recondicionada, soldada de qualquer jeito por um profissional remunerado, casou o acidente que acabou levando a vida dele.
 Nós se não capricharmos, podemos cometer erros, que nossos semelhantes irão pagar muitas vezes com a vida.
Amar tudo que colocarmos a mão gera mais responsabilidade, confiabilidade e concentração, diminuindo as possibilidades de acidentes de trabalho.
Devemos conquistar a confiança de quem está ao nosso lado, assim como Senna conquistou a do carro e o carro a do Senna.
Com a honestidade vem a cumplicidade, tornando mais fácil a superação de obstáculos, pois lá fora é a nossa pista, localizada no meio de um mercado muito competitivo, apenas quem ama o que faz, consegue se tornar um diferencial, conquistando o respeito dos próprios concorrentes.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma é Serra ou Serra é Dilma?

Todo começo de namoro é lindo, é belo
Para conquistar, nenhum esforço é em vão
Juras de amor são sempre pronunciadas
E finalmente recebemos a tão sonhada oportunidade.

Prometem-nos que seremos felizes
Induzem-nos a acreditar no amor eterno
Fazem-nos sonhar, fazem-nos sorrir
Dizem-nos todas as palavras lindas que queremos ouvir.

Serra saía do palanque eleitoral e se olhava no espelho
O rosto de Dilma refletia sua imagem
Dilma se viu em Serra
Serra se viu em Dilma.

Os dois se tornaram uma só opção para nós eleitores
Fizeram exatamente a mesma coisa que o adversário
Eles prometeram o impossível
Um jogo perigoso de sedução.

Dilma fez um casamento de quatro anos com pouco mais da metade dos eleitores
Para o resto dos eleitores, resta se deixar enganar
Resta acreditar que a pobreza deixará de existir em seu mandato
Resta se deixar enganar que toda a população conseguirá alcançar pelo menos a classe C.

Serra não foi diferente ao nos prometer que não veríamos mais desmatamento na Amazônia
Que o salário mínimo passaria para 600 reais sem aumentar mais o rombo da previdência
No meio de muitas manobras para arrecadar votos
Poucas promessas são possíveis de se cumprir sem quebrar as contas da união.

Parabéns Dilma, parabéns Serra
Nessa eleição vocês dois saíram vencedores
Apenas a população saiu derrotada em uma eleição marcada por escândalos
Vocês prometeram, tendo a convicção que não poderiam cumprir.