sábado, 3 de dezembro de 2011

O Ladrão




Paixão bandida
Que nos faz aceitar as brigas.
Brigas bandidas
Que sorrateiramente vão roubando o nosso amor.

Amor tão belo
Que nos deixa em flagelos.
Flagelos que surgem
A cada decepção.

Decepção que o amor camufla
Camufla para acreditarmos que não é o fim.
Mas qual fim?
Do amor ou da dor?

Dor que machuca
Dor que nos tira o sono.
Dor que só tem uma cura
Sua cura é o amor.

Qual amor?
O amor em flagelos?
Ou aquele amor que foi roubado e camuflado
Por uma paixão bandida?

Não! Apenas aquele amor
Que nos fez um dia sorrir.
Aquele amor que nos deixou horas
Sonhando acordado.

Aquele amor
Que queremos sempre em uma crescente.
Para que seja pra sempre
Uma historia linda de amor.



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ouro de tolo




Vivemos em um sistema econômico que segrega crenças, etnias e classes sociais.
Que muitos são concebidos na miséria e alguns, em berços de ouro.
Que planta a realidade da dor, exterminando sonhos.
 Deixando apenas a esperança no coração de muitos.
Esperança que basta ser cético, para saber que se trata apenas de um sonho.
Sonho, que acaba perdido em uma vida sofrida e cheia de humilhações.
A população mundial cresce com uma perspectiva alarmante.
E a realidade reflete a impossibilidade futura, dos problemas sociais serem sanados.
Mas para o crescimento pessoal de uma minoria, muitos precisam ser concebidos.
Concebidos para servirem de pilares da economia global.
Esses pilares são formados por pessoas sonhadoras e com vontade de vencer.
Pessoas que são submetidas a baixos salários e cargas de trabalho exaustivas.
Com isso alguns poucos privilegiados acumulam divisas.
Alguns por mérito, mas uma grande maioria por heranças de terras griladas.
Outros sonegam a honestidade, se apoderando das lacunas da lei.
Lei que concede carta branca, para bandidos engravatados criarem fortuna.
O dinheiro traz o poder necessário, para eles exterminarem os pequenos sonhos, dos pilares da economia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

21 de setembro, dia da árvore



Folhas majestosas

Lindas alegorias

Uma terapia para a alma

De todos aqueles que a admiram.



Em português seu nome é Árvore

No inglês se chama Tree

Baum em alemão

Arbore em latim.



A raiz dá sustentação

Absorve nutrientes

Conduz a seiva por todo o tronco

Evita que ela fique doente.



Muitas produzem belas flores

Outras produzem frutas belas

Todas são de suma importância

Por favor, não acabem mais com elas!



Nos dão abrigo contra o sol

Do pau-brasil vem nosso nome

Suas flores enfeitam nossas casas

Suas frutas matam nossa fome.



Matéria prima de barcos e pontes

Mais de 600 espécies no País-continente

São a morada de muitos pássaros

E motivo de desprezo para muita gente.



A maioria desmata sem preservar

Muitos preservam e não deixam desmatar

Uma grande clareira o mundo se tornou

Pois a maioria da população não as preservou.

(texto postado originalmente no dia 21 de Setembro de 2010)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Coração Sublime



Semeando o veneno em vidas
Vidas que são roubadas por sua ferroada
Sem se importar com as consequências
Tendo a certeza da impunidade.

Não tem como ser domesticado
Seu instinto traiçoeiro o consome
Não se importando em ferroar sua própria espécie
Desferindo uma ferroada na mão que o alimentou.

Para dar o golpe certeiro
Se faz de vítima
Aguardando o momento ideal
Para romper todas as defesas.

Ele é traiçoeiro
Oportunista
Um ótimo estrategista
Ele pode ser fatal.

Escorpião, é seu nome
Maldade é a sua virtude
Sua perspicácia o transforma em vítima
Vítima da imoralidade, que rege a sua vida.

Douglas Barbosa

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Colapso



Em meio ao colapso de um sistema público de saúde, encontro uma médica sonhadora.
Uma médica que acredita que é possível alterar o sistema.
Sistema que insiste em negligenciar, sistema que pune o cidadão doente.
Basta fazer uma auditoria nacional, para ver o número de erros que acontecem todos os dias em nossos hospitais.
A mesma médica que passa inúmeros exames para buscar a cura, é alvo de suspeitas e de desconfiança na recepção do posto de saúde.
Ela não é aplaudida, ela não é elogiada.
Ela gera desconfiança nos funcionários.
O comentário é o seguinte:
- ”Viu a nova médica? No primeiro dia de serviço, olha a quantidade de exames que ela passou para o mesmo paciente!”
A população não tem direito de ser examinada com exames mais complexos, por mais que nosso País é campeão em arrecadação de impostos, o leite da mamadeira de nossos políticos é muito caro.
Nós temos que morrer, para que a qualidade do leite A não seja alterada.
Ou vocês acham que uma pessoa que tem problema vascular, e problema circulatório pode ser receber autorização para uma operação, fazendo apenas um eletrocardiograma?
Infelizmente, essa médica logo receberá uma advertência.
Deus queira que essa advertência não custe seu emprego, ou acabe com seu sonho de ajudar as pessoas.
Precisamos de mais pessoas que estejam com disposição de fazer a diferença.
 O Brasil não comporta mais pessoas que reclamam no conforto do sofá, vendo a novela ou um jogo de futebol.
Eu poderia citar inúmeros políticos que morreram em grandes hospitais.
Eles morreram depois que toda a tecnologia disponível fosse usada, que todos os especialistas fossem acionados e que toda a imprensa fosse comunicada, para que suas fotos fossem estampadas na primeira página de todos os jornais, como heróis que deram uma linda contribuição para todos nós.
Mas infelizmente não podemos citar todos que usaram a rede pública, e que sofreram algum ato de barbárie.
Uns saem mutilados, outros tomam remédios errados e muitos morrem na fila do atendimento.
Na rede privada isso também ocorre, mas em uma quantidade infinitamente menor.
Na rede pública a fé mantém as pessoas vivas, elas têm a esperança de um dia serem atendidas e assim serem curadas.
Temos um sistema de saúde precário, que só funciona para uma pequena elite.
Mas não podemos reclamar, porque antes de curar o pobre, devemos encher a mamadeira dos políticos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Amor sem fronteiras

                                       

Muitos alegam jamais terem se apaixonado.
Muitos alegam jamais terem vivido um grande amor.
Ele tem o poder de parar guerras.
Move à barreira do invisível e nos retira a razão.
Mexe com o nosso corpo e voltamos a ser crianças.
É impossível mandar no coração.

Muitos descobrem sua alma gêmea.
Outros passam a vida se escondendo desse belo sentimento.
Amor entre casais e entre amigos.
Amor entre pais e filhos, amor entre irmãos.
Podemos amar nossos vizinhos.
E também nossos bichos de estimação.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Divirta-se

Viver é uma arte.


Todos podem apreciá-la, mas poucos conseguem senti-la.


Viver não é apenas estar aqui e seguir a rotina.


Viver é sentir e ver o que está dentro de nós, é prever, mas também ser surpreendido. É saber sorrir e saber chorar.


Qualquer situação serve como aprendizado, como esperança ou vitória.


Viver é decifrar as entrelinhas de cada situação.


Quando achamos que possuímos o controle de algo


É o primeiro passo para perde- lo.


Colocamos obstáculos para cada situação.


Criamos uma distância segura para nos dar conforto e evitar que algo ou alguém nos atinja.


Deixamos de viver o mais belo da vida por medo de não saber o que fazer, que decisão tomar.


Perder o controle é difícil, não prever as possíveis variáveis também, pois não sabemos lidar com surpresas.


Esperar uma ação acontecer, para só depois pensar em uma alternativa, pode nos fazer cometer erros.


Mas procurar antecipar o que talvez possa acontecer, muitas vezes também causa erros.


O importante é evitar julgamentos antecipados, que podem retirar o prazer que está escondido nas entrelinhas.


Até uma pessoa observadora e detalhista não consegue detectar todas as variáveis.


Devemos planejar e ter os pés no chão, sem bloquear as surpresas agradáveis que a vida sempre pode nos proporcionar.


Sim podemos planejar e ser responsáveis, mas o mais importante é nunca deixar de se surpreender.