Após injeções de propaganda eleitoral obrigatória em nossos meios de comunicação, a primeira batalha chega ao fim.
Na busca insana atrás de eleitores, podemos declarar apenas um vencedor no meio das cinzas de uma guerra.
Enquanto tucanos e petistas eram destaques em jornais e revistas se degringolando em sucessivos escândalos.
A candidata ecologicamente correta Marina Silva ganhava força.
Essas eleições demonstraram o verdadeiro emaranhado que é a política brasileira.
Leis foram criadas e alteradas em questão de horas, candidatos concorreram a cargos correndo o risco de terem suas candidaturas impugnadas a qualquer momento e alguns correram o risco de ganharem as eleições na urna e posteriormente serem derrotados no tapetão.
Tivemos apenas três candidatos que se dedicaram a levar a faixa presidencial para casa.
Os demais candidatos estiveram interessados em criar apenas tumulto, para ganhar 1 minuto de fama em uma eleição que já era marcada, por polêmicas e escândalos.
Protocolos e hierarquias foram quebrados, para uma excessiva exposição do cabo eleitoral mais ilustre de todos os tempos.
Nosso presidente abandonou o conforto do planalto e após oito anos relembrou como é andar junto com o povo no meio da rua.
O PT mostrou a união de um partido, que tinha como lema a superação de vaidades na busca de um objetivo comum.
Se alguém com a bandeira do PT disputar um jogo de par ou impar, com certeza Lula estará presente na divulgação do evento.
Do outro lado temos a força de um partido desunido, rico em vaidades.
Um partido que consegue eleger dois senadores e um governador em Minas Gerais e é incapaz de arrecadar votos para a presidência.
Brigas de vaidade na busca de um candidato a presidência racharam um partido que demorou muito para conseguir se recuperar.
Enquanto Lula era onipresente em todos os eventos do partido, FHC mostrava que não dava a mínima para o partido que o ajudou a se eleger por duas vezes presidente.
Suas aparições foram raras e pouco estratégicas.
Arruaceiros tentaram radicalizar o planalto caso fossem eleitos, mas foram impedidos pelo povo logo após as urnas serem fechadas.
Marina agora é um diamante bruto de valor calculável.
A matemática explica que Marina + Dilma= Dilma e Marina + Serra= Serra.
Marina é o voto de minerva nessas eleições, ela deixou de ser mera coadjuvante para transformar- se em personagem principal para o segundo turno.
Fazendo um pequeno trocadilho.
PV significa Partido Vitória, resta saber quem conseguirá acolher Marina antes que ela fique em cima do muro.
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